Sorte do dia: Amar sapatos sem salto!

Quando viajamos em família meu pai sempre fala que para conhecer um lugar deve-se andar a pé. Em nossas viagens as longas caminhadas sempre estiveram presentes e uma das primeiras coisa que notei é que aqui em Coimbra também andaríamos muito a pé!

O tempo todo vemos pessoas passando pelas ruas, em geral estudantes e turistas. Como somos um pouco das duas coisas, também andamos muito todos os dias. Fizemos uma estimativa que em média andamos entre 8 e 10 km por dia, alguns dias fazemos esse trajeto duas vezes.

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O ponto positivo é que em menos de um mês já conhecemos uma grande parte da cidade e sabemos nos locomover bem. Além disso, andar tanto principalmente em trechos tão íngremes como temos feito o tempo todo pode nos ajudar a manter o peso (Será? Estamos contando com isso hahahah) e a sorte do dia é que na hora de selecionar o que viria na mala e o que ficaria no Brasil, os calçados sem salto foram os escolhidos para integrar a mala (ufa!)

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O ponto negativo foi ter ganhado vários calos nos pés e descobrir que alguns dos seus calçados preferidos que pareciam tão confortáveis, acabaram detonando com o seu pé e são cortados do seu dia a dia.

Pra quem pretende passear por aqui, ou pelas cidades mais históricas dessa região, já deixe registrado: carros, ônibus e taxis não chegam em todos os lugares, ou seja, calçados confortáveis na mala e muita animação!

Moramos no quebra, ou na quebra?

Os Louveirenses entenderão esse post melhor do que todas as outras pessoas, hoje venho escrever um pouco sobre a nossa rua, sim moramos na Rua Quebra-Costas mas brincamos que moramos no Quebra e vocês já vão entender melhor.

A verdade é que a saga pelo apartamento foi toda do Rica quando eu cheguei ele já tinha alugado (É claro que eu ia acompanhando tudo pelas fotos que ele mandava) . O apartamento é uma graça (conto mais detalhes em outro post) e está em uma localização incrível. Podemos fazer tudo a pé, estamos perto do centro velho, onde está toda a área turística, a Faculdade de Desportos (onde o Rica está estudando), a Faculdade de Letras, onde pretendemos fazer cursos de línguas, é razoavelmente perto da Acadêmica, da Academia (CT – Centro de Treinamento aqui é academia) do shopping, enfim mudamos alegres e saltitantes!

Rua Quebra Costas 2 Est

Continuamos alegres, mas depois da mudança descobrimos que moramos em uma das ruas mais famosas da cidade, o lugar é realmente ótimo mas estamos BEM na área turística de Coimbra. Ou seja, durante o dia todo passam grupos turistas pelas ruas tirando fotos, e muitos alunos da universidade!

O duro é que por outro lado também estamos no movimento da cidade ( e por isso, brincamos que estamos no quebra, de Louveira) essa época do ano estamos na semana de recepção de novos alunos e existem vários bares universitários na rua de cima, ou seja, outro dia a meia-noite tinha uma galera com data-show dando uma aula aqui em frente de casa, as vezes as 2h da manhã passa uma turma cantando o hino do Benfica ou as 3h uma turma cantando fado (música típica portuguesa). Sim, eles cantam, e muito, o tempo todo! (Tenho um vídeo muito bom deles, cantando mas gravei no iphone e não consigo converter pra subir no Youtube, alguém me ajuda??)

Um detalhe histórico é que moramos na região da Almedina, e a foto abaixo (do lado esquerdo) é o arco da entrada da rua, este arco foi a porta principal da cidade árabe (medina) e foi reconstruído após a reconquista de Coimbra pelos Mouros.

Rua quebra cotas portais

Obrigada pelo carinho de todos que estão lendo! Beijos

O Parque Verde do Mondego

Desde que começamos a olhar fotos e notícias sobre Coimbra, sempre via aquele urso verde gigante nas fotos. A verdade é que chegamos e eu não tinha passado pelo tal urso. Como a cidade é pequena, imaginei que ele estivesse no Jardim Botânico, no domingo a tarde, resolvemos dar uma volta e procurando pelo tal urso, descobrimos que na verdade ele fica no Parque Verde do Mondego, então fomos até lá!

O parque fica bem na lateral do rio, e é bem grande, um ótimo lugar para passear, muitas famílias, idosos e cheio de lugares agradáveis para caminhar ou ler um livro.

As folhas já estão caindo, sinal que temos que aproveitar o restinho de verão, logo logo o frio chega!
As folhas já estão caindo, sinal que temos que aproveitar o restinho de verão, logo logo o frio chega!

Por lá tem vários bares e cafeterias a beira-rio, tem um parque infantil, alguns galpões de exposições temporárias (dessa vez, tinha um orquidário, um clube de leitura, e uma área com telescópio), área de aluguel de karts, ou canoas ( ou ”aluguer” como os portugueses escrevem) e empréstimo de bicicletas.

Parque Verde do Mondego, inaugurado em 2004, o projeto é do arquiteto Camilo Cortesão.
Parque Verde do Mondego, inaugurado em 2004, o projeto é do arquiteto Camilo Cortesão.

A grande expectativa, era ver o urso e na verdade descobri que o parque e todas as suas atrações são bem mais interessantes que o tal urso.

Na verdade, existia um urso que era chamado “O Enorme Urso de Relva” e era uma escultura feita de plantas naturais como uma homenagem as invasões francesas. Só que há alguns anos teve um incêndio criminoso que destruiu o urso, assim eles reconstruíram essa versão “artificial” feita de grama sintética. Eu sei que na foto ele parece gigante, mas pessoalmente a sensação é que ele é bem menor do que nas fotos.

 

Durante todo o passeio no parque a trilha sonora era brasileira, o repertório passou por Michel Teló, Gustavo Lima, Ivete Sangalo, Claudia Leitte e uns que eu nem consegui reconhecer. Não sei se é sempre assim mas no último domingo era isso que tocava por lá!

Falamos a mesma língua?

Eu: – Bom dia, eu queria um desse pão com frango, uma água e um muffin de chocolate.

A vendedora da cafeteria: – Desculpe-me, pediu um sandes panado correto?

(Nesse momento, não consegui identificar a fala de “Sandes Panados”, graças ao recibo isso ficou claro) A minha resposta foi então: – Se for esse aqui de frango é isso sim!

A vendedora da cafeteria: – E a água é fresca?

Eu: – Fresca é gelada? Se for é fresca sim.

A vendedora da cafeteria: – E por último, o que havia pedido?

Eu: – Ah, um muffin (já apontando pra ter certeza que ela entenderia), de chocolate.

A vendedora da cafeteria: Um queque, certo? Muffin é americano.

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E é assim que tem sido todos os dias pois além das palavras diferentes, apesar deles nos entenderem (o que definitivamente não é recíproco, pois tenho praticado um exercício constante de decifrar o que eles falam) os portugueses, em geral fazem questão de nos “corrigir”. Outro dia eu disse pro Ricardo “Vai pegar um sorvete?” E o garçom que estava perto logo me corrigiu “Pegar não, ele vai comer o sorvete”. Eles não gostam das palavras na versão em inglês, apesar de usarem “Password” ao invés de Senha.

Como registro inicial:

Portugal Brasil
Sandes Sanduíche
Panados Empanados
Fresca Gelada
Password Senha
Queque Muffin, Bolinho
Comboio Trem

Além disso também tem a escrita, que para fugir do inglês Shampoo por exemplo, se torna Champú ou Champô. E detergente é Detergente Loiça.

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Tenho a impressão que ainda farei muitos posts sobre a nossa língua portuguesa! Porque apesar de falarmos a mesma língua, essa tem sido a maior dificuldade na adaptação.

Localização, comida, clima e tudo mais até o momento está bem tranquilo!

Ah obrigada pelos comentários, estou amando todos, vou respondendo por aqui ou pelo Facebook ok? Beijos!

O Jardim da Manga

Hoje é o meu quarto dia em Coimbra e finalmente começo a entender algumas coisas que os portugueses falam (será que realmente  falamos a mesma língua?), enfim vou escrever mais sobre isso, porque pode parecer piada, mas é realmente difícil entendê-los.

Ontem aproveitei a tarde e fui conhecer um dos pontos turísticos da cidade. Como aqui é tudo histórico, o tempo todo corremos o risco de passar o dia sem prestar muita atenção ao nosso redor.

Fui no Jardim da Manga, esse é um pequeno jardim, que segundo a tradição ganhou o nome de “Manga” por ter sido desenhado na manga do pelote (aquelas roupas antigas) de D. João III.

A obra é conhecida por evocar Cristo como Fonte da Vida e é do período renascentista. Apesar de parecer pequena e perdida no meio da cidade vale a pena a visita!

Obra Arquitetônica Renascentista, atribuída a João de Ruão.
Obra Arquitetônica Renascentista, atribuída a João de Ruão.

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Ufa, cheguei!

Depois de duas semanas de correria e dois dias de viagem e a chegada consigo parar para respirar, cheguei!

A viagem foi tranquila apesar de algumas considerações. A primeira é que vôo diurno é bem cansativo, sim eu já imaginava mas o preço foi o que me levou a esse vôo. Sai as 15h e cheguei em Madri 1h  ( no horário de Madri já eram 6h da manha).

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Voar Ibéria significou ótimo atendimento e boa comida, mas a aeronave era muito velha e não tinha televisão individual. Em um vôo noturno eu não ligaria muito mas voar o dia todo sem nada pra fazer foi complicado.

A chegada em Madri foi muito calma, sem nenhuma pergunta na imigração. Andei pelo aeroporto, comprei um café e entender o espanhol foi bem tranquilo. E para os que gostam de dizer que só no Brasil o inglês dos aeroportos e dentro do avião é péssimo posso dizer que em Madri também era quase incompreensível.

O trecho de trem de Lisboa para Coimbra foi ótimo, o trem é super confortável e custou €19. O mais interessante foi notar pessoas de todas as idades (algumas que inclusive estavam no meu vôo) optando pelo trem e metrô mesmo com enormes malas de viagem. O taxi é pouca coisa mais caro e mesmo assim a primeira opção é o transporte público.
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E pra terminar por hoje, ao entrar na Europa por alguma conexão ( como foi o meu caso, que vim por Madri)  em Portugal temos 3 dias para ir ao SEF – Serviço de apoio aos estrangeiros e registrar a sua entrada. Se não fizer isso e depois precisar registrar um visto será cobrado uma taxa de €22,50 de multa.

Por enquanto é isso já tenho muitas outras historias e considerações mas vou contando aos poucos! Beijos